O Torcer No Futebol Como Possibilidade De Lazer E V Nculo-Books Pdf

O TORCER NO FUTEBOL COMO POSSIBILIDADE DE LAZER E V NCULO
27 Sep 2020 | 1 views | 0 downloads | 84 Pages | 867.79 KB

Share Pdf : O Torcer No Futebol Como Possibilidade De Lazer E V Nculo

Download and Preview : O Torcer No Futebol Como Possibilidade De Lazer E V Nculo

Report CopyRight/DMCA Form For : O Torcer No Futebol Como Possibilidade De Lazer E V Nculo



Transcription

Jefferson Nic ssio Queiroga de Aquino, O TORCER NO FUTEBOL COMO POSSIBILIDADE DE LAZER E V NCULO. IDENTIT RIO PARA TORCEDORES DE AM RICA MG ATL TICO MG E. Disserta o apresentada ao Programa de P s, Gradua o em Estudos do Lazer da Escola de. Educa o F sica Fisioterapia e Terapia Ocupacional, da Universidade Federal de Minas Gerais como. requisito obten o do t tulo de Mestre em Lazer, Orientador Prof Dr Silvio Ricardo da Silva. Belo Horizonte, Escola de Educa o F sica Fisioterapia e Terapia Ocupacional UFMG.
AGRADECIMENTOS, minha esposa Larissa por estar comigo nesta caminha desde o in cio sempre me. apoiando e incentivando participando de todos os momentos da minha caminhada. neste processo de forma o e principalmente pelo amor paci ncia e companheirismo. nos momentos mais dif ceis minha m e irm im o por estarem sempre apoiando. Ao meu pai pelo exemplo de luta e vontade de viver. minha fam lia pelo apoio e compreens o pelos momentos de aus ncia. Ao Silvio por ter aceitado me orientar na execu o desta pesquisa. Ao meu primo Luiz por toda a ajuda durante o processo desde as dicas para a escrita. do projeto para a sele o at as ltimas corre es do trabalho do final. Aos amigos e amigas do GEFuT pela paci ncia e contribui es para qualifica o do. todos que me ajudaram no per odo de coleta de dados nos est dios Larissa Luiz. Rafaela Pedro Pablo Aline TJ Tio Phil Cambar e Diego. Aos professores Dr Cl ber Augusto Gon alves Dias e Dr Bruno Ot vio de Lacerda. Abrah o por terem aceitado participar como pareceristas do projeto e terem contribu do. com sugest es para a melhoria da pesquisa Ao Dr C sar Teixeira Castilho por aceitar. participar da banca de defesa, Ao programa de p s gradua o interdisciplinar em Estudos do Lazer. CAPES que me contemplou com uma bolsa de estudos para a execu o da. O futebol e o torcer s o elementos importantes da cultura brasileira e se institu ram na. cidade de Belo Horizonte desde o in cio do s culo passado Dessa forma como parte. da cultura do belo horizontino s o tamb m respons veis pela constru o identit ria. desta popula o destacando se tamb m como importante op es de lazer O objetivo. do presente estudo foi investigar o v nculo identit rio e de lazer dos torcedores de. Am rica Atl tico e Cruzeiro clubes sediados na cidade de Belo Horizonte e. participantes da s rie A do Campeonato Brasileiro de futebol no ano de 2016. Especificamente buscou se identificar e comparar o perfil dos torcedores organizados e. torcedores comuns identificar as suas pr ticas de lazer enquanto frequentadores dos. est dios de futebol na cidade de Belo Horizonte e analisar a assist ncia ao futebol. enquanto pr tica de lazer dos mesmos Para isso foi desenvolvida uma pesquisa de. campo composta por duas partes sendo a primeira uma coleta de question rios nos. arredores dos est dios de Belo Horizonte e a segunda uma entrevista semiestruturada. realizada com torcedores selecionados a partir dos resultados da primeira etapa A. an lise dos dados dos question rios foi feita por meio de uma an lise estat stica. descritiva e a para os dados das entrevistas foi realizada uma an lise de conte do. Ap s a an lise dos dados identificou se que os torcedores organizados e torcedores. comuns se diferenciam em rela o idade estado civil e na participa o de programas. de s cio torcedor al m dos primeiros possu rem um n vel mais alto de identifica o. com o time do que os segundos Em rela o s atividades de lazer identificou se que. os participantes da pesquisa possuem uma prefer ncia pelo torcer e ir ao est dio para. acompanharem seus times em detrimento de outras op es A an lise dos dados. tamb m permitiu identificar que o amor incondicional do torcedor pelo seu time. influencia na sua dedica o e ocupa o do seu tempo de lazer a esta atividade. Conclu mos que a constru o identit ria do torcedor acontece por meio do contexto. s cio cultural em que o indiv duo est inserido e tamb m na diferen a a partir do. reconhecimento do outro como rival Inferimos tamb m que para os indiv duos que. apresentam um alto n vel de identifica o com o time o torcer pode ser entendido como. lazer s rio Essa pesquisa buscou fomentar a discuss o no campo de estudos do lazer. ao trazer a teoria do lazer s rio como uma possibilidade de entendimento de. determinada atividade, Palavras chave Futebol Torcedores Identidade Lazer. Football and support a team are important elements of Brazilian culture and have been. established in the city of Belo Horizonte since the beginning of last century With regard. to that as part of the Belo Horizonte s culture they are also responsible for the identity. construction of this population emphasizing as an important leisure option The. objective of this study was to investigate the identity and leisure bond of the fans of. Am rica Atletico and Cruzeiro clubs based in the city of Belo Horizonte and. participants of 2016 s A series of Brazilian Football Championship Specifically sought. to compare the profile of organized and unorganized supporters identify their leisure. practices while attending football stadiums in the city of Belo Horizonte and analyze. football assistance as a leisure practice for them For this a field research was. developed with two parts the first one being a collection of questionnaires in the vicinity. of Belo Horizonte s stadiums and the second a semistructured interview conducted with. fans selected from the results of the first stage The analysis of questionnaires data was. performed through a descriptive statistical analysis and the interviews data was done a. content analysis After the analysis it was identified that organized and unorganized. supporters differ in age marital status and participation from fan membership programs. also the former having a higher level of identification with the team than the latter With. respect of leisure activities it was identified that the participants of the research have a. preference for cheering and going to the stadium to follow their teams in the detriment of. other options The data analysis also allowed to identify that the unconditional love of. the fan by their team influences in their dedication and leisure time consumption to this. activity In conclusion the identity construction of the supporter happens through the. socio cultural context in which the individual is inserted and also in the difference from. the recognition of the other as rival We also infer that for individuals with a high level of. identification with the team cheering can be understood as serious leisure This. research sought to foment discussion in the field of leisure studies by bringing serious. leisure theory as a possibility of understanding a certain activity. Keywords Football Supporters Identity Leisure, APRESENTA O. Minha chegada ao curso de Educa o F sica n o se deu de uma forma que talvez. seja considerada o percurso tradicional Digo isso pois ap s finalizar o Ensino M dio. e n o ser aprovado no vestibular para o curso de Ci ncias Biol gicas ingressei na rea. de Tecnologia da Informa o Comecei cursando T cnico em Inform tica e trabalhando. na rea continuando a forma o na rea realizando o curso de Bacharel em Sistemas. de Informa o por m sem o finalizar Durante todo esse percurso de aproximadamente. oito anos uma coisa n o me sa a da cabe a o desejo de realizar um curso na rea das. ci ncias da sa de Foi ent o que ap s ter contato com alguns estudantes e. professores do curso de Educa o F sica e conhecer um pouco sobre a rea tomei a. decis o de prestar novo vestibular sendo aprovado na primeira tentativa. Antes do in cio do curso atrav s de pesquisas na internet sobre as possibilidades de. atua o no campo da Educa o F sica a fisiologia do exerc cio foi algo que despertou. o meu interesse muito provavelmente pela perspectiva de poder atuar diretamente no. esporte mais precisamente no futebol Por m algumas disciplinas como Forma o e. Atua o em Educa o F sica Filosofia do Esporte Antropologia do Esporte Sociologia. do Esporte Sociologia da Educa o e Lazer me possibilitaram uma nova vis o sobre o. campo da Educa o F sica despertando um novo interesse as Ci ncias Humanas e. Sociais CHS na rela o com os esportes Assim ingressei no GEFuT Grupo de. Estudos sobre Futebol e Torcidas onde s o realizados estudos e pesquisas. relacionados ao futebol e ao torcer sob a perspectiva das CHS. Neste momento atuando em projetos de extens o do GEFuT auxiliando nas coletas de. dados dos trabalhos de campo de pesquisas coletivas e individuais de integrantes do. grupo e tamb m das discuss es acad micas realizadas nas reuni es de estudo. comecei a atentar para quest es sociais relacionadas ao esporte que antes passavam. desapercebidas Assim a experi ncia desenvolvida junto ao grupo come ou a. despertar em mim um olhar mais atento e cr tico fazendo com que viv ncias dantes. cotidianas se tornassem tamb m objetos de pesquisa Isto porque o futebol um. esporte pelo qual sempre me interessei Mesmo que para a pr tica desse as minhas. habilidades t cnicas tenham sido sempre prec rias eu participava Al m de jogar o. torcer e a assist ncia estiveram presentes na minha forma o por ter uma fam lia em. que essas pr ticas s o comuns e significativas, Ao final do curso de Educa o F sica como Trabalho de Conclus o realizei uma.
pesquisa com o objetivo de investigar a rela o que o torcedor atleticano estava. estabelecendo com o Est dio Independ ncia ap s a sua reinaugura o uma vez que o. clube optou por constituir uma parceria de administra o conjunta com a empresa BWA. e assim realizar suas partidas neste local Com o resultado desse trabalho foi poss vel. perceber o poder simb lico que esse espa o passou a representar para os torcedores e. para o time Esse segundo Bourdieu o poder quase m gico que permite obter o. equivalente daquilo que obtido pela for a f sica ou econ mica gra as ao efeito. espec fico de mobiliza o s se exerce se for reconhecido BOURDIEU 2007 p 14. Ou seja esse grupo de indiv duos que ali est para apoiar seu time auxiliando na. motiva o dos jogadores e consequentemente influenciando no placar adota o est dio. como um s mbolo do poder da torcida com a finalidade de amedrontar os advers rios. de seu clube almejando assim que se obtenha um resultado positivo Em decorr ncia. disso me foram suscitadas novas quest es relacionadas aos torcedores e seu time me. trazendo a realizar este estudo, LISTA DE ILUSTRA ES. Figura 1 Est dio Independ ncia 23, Figura 2 Est dio Mineir o 24. Gr fico 1 Frequ ncia em atividades de lazer 42, Gr fico 2 Como acompanha os jogos do seu time como visitante 43. Gr fico 3 Acompanha discuss es do time em redes sociais 44. LISTA DE TABELAS, Tabela 1 Jogos Coletados 22, Tabela 2 Torcedores Entrevistados do Am rica 26. Tabela 3 Torcedores Entrevistados do Atl tico 27, Tabela 4 Torcedores Entrevistados do Cruzeiro 27.
Tabela 5 Sexo 34, Tabela 6 Idade 35, Tabela 7 S cio Torcedor 36. Tabela 8 Estado Civil 37, Tabela 9 Regi o onde mora 37. Tabela 10 Situa o ocupacional 38, Tabela 11 Torcida Organizada 39. Tabela 12 Compara o TO X TC Sexo 54, Tabela 13 Compara o TO x TC Idade 55. Tabela 14 Compara o TO x TC Estado Civil 55, Tabela 15 Compara o TO x TC S cio Torcedor 55.
Tabela 16 Compara o TO x TC Identifica o com o time EITT 57. Tabela 17 Compara o TO x TC EITT estratificada 59, Tabela 18 Compara o TO x TC Frequ ncia ao Est dio 60. Tabela 19 Escala de Identifica o do Torcedor com o Time 64. Tabela 20 Principal rival 68, LISTA DE SIGLAS, EITT Escala de Identifica o do Torcedor com o Time. GEFuT Grupo de Estudos sobre Futebol e Torcidas, TC Torcedor Comum. TO Torcedor Organizado, 1 INTRODU O 12, 1 1 Objetivos 19. 1 1 1 Objetivo Geral 19, 1 1 2 Objetivos Espec ficos 19.
1 2 Justificativa 19, 1 3 Percurso Metodol gico 21. 2 SOBRE OS TORCEDORES 30, 2 1 Contextualizando a situa o dos clubes durante a pesquisa 30. 2 2 Contextualizando os torcedores pesquisados 33, 2 3 O lazer dos torcedores e o torcer como atividade de lazer 39. 2 4 Perfil dos Torcedores Organizados e Torcedores Comuns 51. 2 5 V nculo identit rio dos torcedores 62, 3 CONSIDERA ES FINAIS 70. REFER NCIAS 73, AP NDICES 78, A Question rio 78, B Roteiro de Entrevista 80.
C Termo de Consetimento Livre e Esclarecido 82, 1 INTRODU O. A torcida de um time de futebol pr existente a seus integrantes Seus ritos e. s mbolos v m sendo constru dos e modificados ao longo dos anos No trabalho de. Souza Neto 2010 verificamos como o futebol e o torcer se institu ram na cidade de. Belo Horizonte desde o in cio do s culo passado e assim estabeleceram seus. primeiros s mbolos de identifica o e diferencia o Dessa forma podemos dizer que o. torcedor enquanto individuo tem a sua identidade torcedora formada pelos s mbolos. de seu time e pelo sentido que seus pares trazem na a o coletiva de torcer. acompanhar assistir e se relacionar com o time e com os demais integrantes da. torcida A cultura vivenciada neste contexto influente na forma o de identidades. O autor Hall 2015 nos mostra descrevendo tr s concep es de identidade sujeito. do Iluminismo sujeito sociol gico e sujeito p s moderno como que essas foram se. modificando e como s o diferentes em alto grau Nas duas primeiras concep es o. entendimento da no o de sujeito nos traz a ideia de um indiv duo unificado que possui. um n cleo central uma identidade nica sendo que por um lado o sujeito do. Iluminismo nasce com essa caracter stica e por outro o sujeito sociol gico sofre a. ao trazer a teoria do lazer s rio como uma possibilidade de entendimento de determinada atividade Palavras chave Futebol Torcedores Identidade Lazer ABSTRACT Football and support a team are important elements of Brazilian culture and have been established in the city of Belo Horizonte since the beginning of last century With regard to that as part of the Belo Horizonte s culture

Related Books

ComfortLink II XL1050 Airstar Supply

ComfortLink II XL1050 Airstar Supply

NOTE Use 18 gauge color coded thermostat cable for proper wiring Shielded cable is not typically required Keep this wiring at least one foot away from large inductive loads such as Electronic Air Cleaners motors line starters lighting ballasts and large distribution panels electrical interference noise which can cause erratic system operation All unused thermostat wire to be grounded

Levelized Cost of Energy LCOE

Levelized Cost of Energy LCOE

Upfront Capital Costs for Renewables Upfront costs do not paint a complete picture 3 Key Concept Levelized Cost of Energy LCOE Measures lifetime costs divided by energy production Calculates present value of the total cost of building and operating a power plant over an assumed lifetime Allows the comparison of different technologies e g wind solar natural gas of unequal

PwC Audit and assurance consulting and tax services

PwC Audit and assurance consulting and tax services

2025 global capital project and infrastructure spending is expected to grow to more than 9 trillion annually by 2025 up from 4 trillion in 2012 The goal for each of these com panies investments is to achieve strategic objectives and to meet public and market demands A company that has a signicant capital project portfolio might spend as much as 1 billion to 8 billion a year on more

Shifting Economic Power OECD

Shifting Economic Power OECD

global economic power will progressively shift from the Organisation for Economic Co operation and Development OECD specifically the US and the EU to the non OECD and mainly to a group of large population rapidly growing economies which include Brazil Russia India China South Africa ASEAN Turkey Egypt and Nigeria 2 With this shift in power the conjecture is that the global economy

Chapitre 3 Le choix de financement CanalBlog

Chapitre 3 Le choix de financement CanalBlog

capital de l entreprise Ainsi si l on tient compte de la rentabilit requise par les apporteurs de fonds propres et du co t de la dette une structure de financement optimale serait celle qui permet aux actionnaires de maximiser la valeur de leurs fonds propres compte tenu du risque financier li l endettement Le tableau de financement du Plan Comptable G n ral nous donne les

Doing Business The Digital Way How Capital One

Doing Business The Digital Way How Capital One

underpinned Capital One s strong performance Despite the global recession Capital One has maintained sector leading growth and steady profits For instance from 2005 to 2013 Capital One achieved a CAGR in profit before tax of 10 78 significantly outperforming the CAGR of the top three leading banks in the US see Figure 1

EMPIRE OF CAPITAL WordPress com

EMPIRE OF CAPITAL WordPress com

the military and political supremacy of one power over all others because if global capital needs an orderly system of multiple states it is hard to see how it can tolerate a system in which military power is more or less evenly distributed among various states So the first premise of the current US military doctrine with

Capital and Power Bichler amp Nitzan

Capital and Power Bichler amp Nitzan

What is the role of capital in the broader global political economy The seminar examines such questions theoretically and historically The first part explores basic conceptions of capital It begins by studying three approaches to capital one based on utility a second based on labour value and a third based on power The di scussion then broadens to examine these three approaches in

Globalization and Shifting World Power

Globalization and Shifting World Power

Globalization and Shifting World Power What is Globalization Growth of networks of interdependence that transcend national and regional boundaries Economic networks Trade Capital flows Labor migration Communication and transportation networks Networks linking soldiers criminals terrorists Advocacy networks Religious organizations Social networks

TODAY S MISSAL Oregon Catholic Press

TODAY S MISSAL Oregon Catholic Press

TODAY S MISSAL Masses for Sundays and Holy Days with Daily Mass Readings and Propers ADVENT LENT December 1 2019 April 4 2020 Order of Mass The Introductory Rites 3 Order of Mass The Liturgy of the Word 16 1st Sunday of Advent December 1 16

THE ONE YEAR BIBLE King James Version

THE ONE YEAR BIBLE King James Version

The One Year Bible is divided into daily readings For each day there is a portion of the Old Testament the New Testament Psalms and Proverbs and each day s read ing contains a boldfaced passage that can be memorized as a thought for the day The four separate daily readings are grouped on consecutive pages giving freshness